05 agosto 2017

5 coisas que aprendi com Os Dois Mundos de Astrid Jones


Esse livro é um dos mais importantes que já li, sabe quando você lê e absorve cada palavra de cada página? Isso aconteceu comigo lendo esse livro.
Meu motivo principal para ter ele como importante é como ele abriu meus olhos, antes eu era homofóbica e não admitia, depois que li esse livro pude ver claramente que pessoas homossexuais não são criaturas de outro mundo, indignas de respeito ou que está tudo ok eles sofrerem preconceito porque não vivem de acordo com a igreja. Gente vocês não estão entendendo do quanto a vida dá voltas, eu sou tão gay. 

Sinopse
'O movimento é impossível.' É o que Astrid Jones, 17 anos, aprendeu na sua aula de filosofia. E, vivendo na pequena cidade em que mora, ela começa a acreditar que isso é mesmo verdade. São sempre as mesmas pessoas, as mesmas fofocas, a mesma visão de mundo limitada, como se estivessem todos presos em uma caverna, nunca enxergando nada além. Nesse ambiente, ela não tem com quem desabafar suas angústias, e por isso deita-se em seu jardim, olha os aviões no céu, e expõe suas dúvidas mais secretas aos passageiros, já que eles nunca irão julgá-la. Em seu conflito solitário, ela se vê dividida entre dois mundos - um em que é livre para ser quem é de verdade e dar vazão ao que vai em seu íntimo, e outro em que precisa se enquadrar desconfortavelmente em convenções sociais.



5 coisas 
  1. Gays não são só sexo! Eu realmente acreditava que gays eram criaturas de outro planeta, que não tinham sentimentos, necessidades e só pensavam no outro indivíduo como alguém que dá tesão (sim, eu era bem aquela menina "hétero" que acha que a lésbica vai se apaixonar por ela). Por isso, quando eu comecei a ler o livro o choque foi grande: gays são pessoas normais. Há uma parte do livro que Astrid fala sobre a dificuldade das outras pessoas de compreenderem que gay não é só sexo, em uma ocasião específica, sua irmã morre de vergonha por passar diante dela de toalha mas ela se sente muito injustiçada, já que ela não vai olhar com outros olhos o corpo da irmã (ainda mais que, elas cresceram juntas, convivendo no mesmo quarto, trocando de roupa e tudo o mais)
  2. Lésbicas não são nojentas. Fico até constrangida de falar, mas eu era lesbofóbica, realmente não achava legal mulheres masculinizadas ou que, pelo menos, não exploram muito a feminilidade, eu não sei que droga eu fumava (risos) mas dizia a famosa frase "olha, eu respeito viu? Mas não acho bonito" *nojo de mim mesma do passado* Mas claro, não reforçando aqui o esteriótipo que lésbicas são todas masculinizadas, please!
  3. Nossos sonhos não têm limite geográfico. Astrid Jones tinha sonhos: sair da cidade, se tornar independente em Nova Yorque, seguir sua carreira tão sonhada de trabalho, e isso me inspirou muito, me fazendo enxergar que eu podia sim sonhar em morar longe, de ser a melhor jornalista que esse Brasil já viu, de construir uma casa onde eu pudesse ter conforto e aconchego. Esse livro me abriu os olhos para não me importar com o "impossível" e visar que, só é impossível se eu não tentar. 
  4. Você pode enfrentar o mundo sim, é só questão de saber sua força. Já pensaram quantos olhares ofensivos você receberia se se assumisse lésbica e tivesse uma namorada em uma cidade pequena, onde todo mundo se conhece e gosta de falar mal? Pois é, Astrid enfrentou isso, e só provou o quanto ela está disposta a perseguir sua liberdade e felicidade, isso vale e muito para mim, saber que passarei por momentos difíceis, que receberei reprovação, que ninguém vai acreditar em mim, mas que isso é só mais motivos para eu seguir em frente.
  5. Preconceito é a forma mais violenta da violência. Eu pude sentir como se fosse comigo o preconceito que Astrid sofreu, e o que mais doía era como seus pais não a aceitavam, principalmente a mãe, que desde sempre a tratava como inferior e quando descobriu que a filha era lésbica parecia não a enxergar mais. Eu sou uma pessoa que me coloco muito no lugar do outro, então, depois de ver como pessoas homossexuais sofrem por ser quem é, pude melhorar minha perspectiva sobre quem e como eu respeito todas as diversidades das pessoas. 
  6. Bonus: Estejam sempre apoiando, mesmo que indiretamente, a pessoa que está sofrendo rejeição por alguma diversidade. A coisa que Astrid mais sentiu falta, sem dúvidas alguma, foi a falta de pessoas para desabafar e apoiar, tudo bem que ela tinha a melhor namorada do universo.
Esse livro foi o que mais me agregou conhecimento, me fez sentir empatia por um grupo que hoje faço parte, os LGBT+ e recomendo à todos a leitura desse livro incrível que me proporcionou tantas coisas boas e pode te proporcionar também.
Beijos e até mais!

2 comentários:

  1. Chocada como eu ainda não conhecia esse livro. Fico imensamente feliz por você ter mudado sua concepção sobre pessoas LGBT+, nós somos pessoas como todas as outras, amamos, choramos, sofremos decepções e por aí vai. Infelizmente o preconceito sempre vai existir, mas ainda bem que pessoas mudam de pensamento e olha você como mudou. Se tratando de família é bem complicado, minha família por exemplo não aceita e isso me deixa bem triste em alguns momentos, mas a gente enxerga que não há nada de errado conosco, somos livres para amarmos quem quisermos. Sobre sonhos, sonhe sempre, são eles que nos mantém vivos, nos fazem levantar todos os dias e encarar a vida. Nada é impossível para quem sabe o que quer, podemos até não conquistar tudo que sonhamos, mas pelo menos poderemos dizer que tentamos.

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    Respostas
    1. Eu quero guardar seu comentário num potinho, quero tirar print e ler sempre, caramba, que pessoa abençoada você ❤️
      Eu realmente mudei muito E GRAÇAS A DEUS, me descobri bissexual e hoje sou a pessoa mais feliz comigo mesma, sem aquela poeira do armário sabe? Rs
      Que pena que sua família ainda não te aceita mas você não se deixa levar pra baixo, isso é lindo!
      Sonhos são a razão da minha vida e o impossível não existe haha
      Beijos ❤️ ps: vc é adorável aaa

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